(o blog não mais me fez falta.)
Quinta-feira, Janeiro 11, 2007
Sábado, Dezembro 16, 2006
De mudança marcada para quarta-feira, provavelmente não irei postar até que o virtua seja instalado.
(Ansioso, eu? Magina...)
(Ansioso, eu? Magina...)
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
Mandei muito bem no francês e passei com média maior que 9. É facinho - se bem que a minha terapeuta me mandou parar de falar mal das coisas que tenho facilidade...
Agora é esperar as férias da minha noiva - que começam semana que vem -, esperar a mudança pra tomar banho de hidromassagem (pq tanta burocracia pra conseguir um financiamento??), e ai sim tudo estará muito bem, obrigado. Só ficaria perfeito se as aulas começassem logo, mas minha terapeu mandou eu ter paciência e saber esperar. hehe
Agora é esperar as férias da minha noiva - que começam semana que vem -, esperar a mudança pra tomar banho de hidromassagem (pq tanta burocracia pra conseguir um financiamento??), e ai sim tudo estará muito bem, obrigado. Só ficaria perfeito se as aulas começassem logo, mas minha terapeu mandou eu ter paciência e saber esperar. hehe
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
A necessidade do homem
Carlos Heitor Cony
Antigamente, na geração anterior à minha, era moda cultivada entre as gentes: o indagar-se. No encontro de intelectuais com o papa, em 1981, aqui no Rio, Alceu Amoroso Lima contou que, em Veneza, em 1913, sentado no bar do hotel Danieli, teve uma dessas crises e por pouco não ia cometendo suicídio.
Mestre Alceu procurava então, aos 19 anos, "um sentido para a vida", moda que todos os rapazes de sua geração, e alguns da geração seguinte, achavam tão bacana quanto, nos anos 60/70, usar as roupas hippies, fumar maconha e gostar dos Beatles. Cada geração, em certo sentido, tem a moda que merece. No caso de Alceu, ele não se precipitou. Decidiu esperar pelos acontecimentos. E, em 1928, converteu-se ao catolicismo.
De Alceu passo para Bastos Tigre. Ele fazia a si próprio as perguntas de sempre: quem sou, onde estou, para onde vou? Depois de rolar sabedoria e pessimismo, o poeta dá uma trava violenta na pesquisa filosófica e responde: "Quem sou? Funcionário da nação. Onde estou? No bonde. Para onde vou? Para a repartição".
Acredito que a humildade -e não a esperança- é a virtude que dá ao homem o dom de suportar o mundo. Sou homem sem Fé e sem Esperança. Mas, à minha maneira, cultivo uma humildade básica, que talvez nem seja humildade, mas simples mancômetro.
Toda busca que encontra Deus no fim do caminho nasce de um orgulho mal-informado: o homem não aceita o absurdo de sua condição, a falta de sentido para a vida - a própria e a geral. Então, a presença de Deus se encaixa no problema, peça de armar que completa a paisagem, feita à imagem e semelhança do próprio problema. O homem criou Deus para se justificar, para continuar sendo diferente das beterrabas e dos siris. Daí a necessidade de Deus e de sua criatura, o homem.
Carlos Heitor Cony
Antigamente, na geração anterior à minha, era moda cultivada entre as gentes: o indagar-se. No encontro de intelectuais com o papa, em 1981, aqui no Rio, Alceu Amoroso Lima contou que, em Veneza, em 1913, sentado no bar do hotel Danieli, teve uma dessas crises e por pouco não ia cometendo suicídio.
Mestre Alceu procurava então, aos 19 anos, "um sentido para a vida", moda que todos os rapazes de sua geração, e alguns da geração seguinte, achavam tão bacana quanto, nos anos 60/70, usar as roupas hippies, fumar maconha e gostar dos Beatles. Cada geração, em certo sentido, tem a moda que merece. No caso de Alceu, ele não se precipitou. Decidiu esperar pelos acontecimentos. E, em 1928, converteu-se ao catolicismo.
De Alceu passo para Bastos Tigre. Ele fazia a si próprio as perguntas de sempre: quem sou, onde estou, para onde vou? Depois de rolar sabedoria e pessimismo, o poeta dá uma trava violenta na pesquisa filosófica e responde: "Quem sou? Funcionário da nação. Onde estou? No bonde. Para onde vou? Para a repartição".
Acredito que a humildade -e não a esperança- é a virtude que dá ao homem o dom de suportar o mundo. Sou homem sem Fé e sem Esperança. Mas, à minha maneira, cultivo uma humildade básica, que talvez nem seja humildade, mas simples mancômetro.
Toda busca que encontra Deus no fim do caminho nasce de um orgulho mal-informado: o homem não aceita o absurdo de sua condição, a falta de sentido para a vida - a própria e a geral. Então, a presença de Deus se encaixa no problema, peça de armar que completa a paisagem, feita à imagem e semelhança do próprio problema. O homem criou Deus para se justificar, para continuar sendo diferente das beterrabas e dos siris. Daí a necessidade de Deus e de sua criatura, o homem.
Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Recebi por e-mail, não sei onde acharam a notícia. Mas é uma ótima maneira de não se fazer um protesto.
Homem se mata em protesto e ninguém percebe
Malachi Ritscher, 52 anos, de Chicago, nos Estados Unidos, viu sua morte com um propósito: ser um mártir contra a guerra. Ele planejou com cuidado os detalhes, enviou uma cópia da chave do apartamento para um colega e criou uma lista de coisas a fazer para sua família. Em seu site, o homem que lutava contra depressão até mesmo publicou seu obituário. Só havia um problema: ninguém estava prestando atenção.
Às 6h30 do dia 3 de novembro, Ritscher, um manifestante freqüente contra a guerra, colocou fogo em si mesmo perto de uma estátua no centro de Chicago, e gravou tudo em vídeo. Seu corpo em chamas deveria ser um chamado para a nação, um símbolo de sua raiva e descontentamento contra a guerra no Iraque.
"Este é meu pronunciamento: se eu sou obrigado a pagar por sua guerra bárbara, eu escolho não viver em nosso mundo. Me recuso a financiar o assassino em massa de civis inocentes, que nada fizeram para ameaçar nosso país", ele escreveu em sua nota de suicídio. "Se uma morte pode dizer algo, em qualquer pequena forma, eu digo para o mundo: desculpem-me pelo que fiz por você, estou envergonhado pelo caos causado pelo meu país."
Apenas cinco dias depois o legista conseguiu reconhecer o corpo. Enquanto isso, o suicídio de Ritscher ficou desconhecido. Foi somente quando um repórter de um jornal alternativo juntou as pistas, que a notícia começou a se espalhar.
Especialistas de saúde mental dizem que suicídios acontecem sem que algum problema mental possa ser diagnosticado. A família de Ritscher discorda sobre o assunto.
Em um pronunciamento, os pais e irmãos de Ritscher dizem que ele era um homem extremamente inteligente que sofria de depressão.
"Sem medo, eu vou para Deus", escreveu Ritscher em sua última frase da nota de suicídio. "Seu futuro é o que você escolhe hoje."
Homem se mata em protesto e ninguém percebe
Malachi Ritscher, 52 anos, de Chicago, nos Estados Unidos, viu sua morte com um propósito: ser um mártir contra a guerra. Ele planejou com cuidado os detalhes, enviou uma cópia da chave do apartamento para um colega e criou uma lista de coisas a fazer para sua família. Em seu site, o homem que lutava contra depressão até mesmo publicou seu obituário. Só havia um problema: ninguém estava prestando atenção.
Às 6h30 do dia 3 de novembro, Ritscher, um manifestante freqüente contra a guerra, colocou fogo em si mesmo perto de uma estátua no centro de Chicago, e gravou tudo em vídeo. Seu corpo em chamas deveria ser um chamado para a nação, um símbolo de sua raiva e descontentamento contra a guerra no Iraque.
"Este é meu pronunciamento: se eu sou obrigado a pagar por sua guerra bárbara, eu escolho não viver em nosso mundo. Me recuso a financiar o assassino em massa de civis inocentes, que nada fizeram para ameaçar nosso país", ele escreveu em sua nota de suicídio. "Se uma morte pode dizer algo, em qualquer pequena forma, eu digo para o mundo: desculpem-me pelo que fiz por você, estou envergonhado pelo caos causado pelo meu país."
Apenas cinco dias depois o legista conseguiu reconhecer o corpo. Enquanto isso, o suicídio de Ritscher ficou desconhecido. Foi somente quando um repórter de um jornal alternativo juntou as pistas, que a notícia começou a se espalhar.
Especialistas de saúde mental dizem que suicídios acontecem sem que algum problema mental possa ser diagnosticado. A família de Ritscher discorda sobre o assunto.
Em um pronunciamento, os pais e irmãos de Ritscher dizem que ele era um homem extremamente inteligente que sofria de depressão.
"Sem medo, eu vou para Deus", escreveu Ritscher em sua última frase da nota de suicídio. "Seu futuro é o que você escolhe hoje."
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Sábado fui no show do Angra com a minha futura noiva. Foi o show de metal mais gay que eu já vi. Na entrada, todos ganhamos sticks coloridos - aquele bastãozinho que brilha no escuro, normalmente usado em baladinhas pré-adolescentes. Como era aniversário de 15 anos da banda, bexigas coloridas cairam do céu durante um parabéns versão Painkiller (que ódio que deu quando eles cantaram "Parabéns a você" no lugar de "Faster than a bullet"!). Durante a música Rebirth, bolhas de sabão cairam do teto em cima da gente.
Fofo, né? =Mas tirando um som extremamente alto, que embolava algumas vezes as guitarras com o teclado, e o colorido, foi um belo show!
Só deu saudades do André Matos...
Fofo, né? =Mas tirando um som extremamente alto, que embolava algumas vezes as guitarras com o teclado, e o colorido, foi um belo show!
Só deu saudades do André Matos...
"L'oiseau que tu croyais surprendre
battit de l'aile et s'envola ...
l'amour est loin, tu peux l'attendre;
tu ne l'attends plus, il est là!
Tout autour de toi, vite, vite,
il vient, s'en va, puis il revient ...
tu crois le tenir, il t'évite,
tu crois l'éviter, il te tient.
L'amour! l'amour! l'amour!"
Carmen, Bizet
battit de l'aile et s'envola ...
l'amour est loin, tu peux l'attendre;
tu ne l'attends plus, il est là!
Tout autour de toi, vite, vite,
il vient, s'en va, puis il revient ...
tu crois le tenir, il t'évite,
tu crois l'éviter, il te tient.
L'amour! l'amour! l'amour!"
Carmen, Bizet
Quinta-feira, Novembro 16, 2006
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
"Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais
Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
SERÁ QUE ESTA MINHA ESTÚPIDA RETÓRICA
TERÁ QUE SOAR, TERÁ QUE SE OUVIR POR MAIS ZIL ANOS?"
Em apoio a Oaxaca.
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais
Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
SERÁ QUE ESTA MINHA ESTÚPIDA RETÓRICA
TERÁ QUE SOAR, TERÁ QUE SE OUVIR POR MAIS ZIL ANOS?"
Em apoio a Oaxaca.
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
O nosso querido futuro governador José Serra está pensando em montar um novo partido de "centro esquerda". Entre os possíveis futuros convidados, estão grandes representantes da luta popular, como Jarbas Vasconcelos e Michel Temer.
O futuro partido, que se auto-rotula de "esquerda moderna", pretende ser desenvolvimentista, mas controlar a inflação e não gastar; ser nacionalista, mas "sem assustar o mercado financeiro".
Agora sem tucanar mais nada: Serra sabe que Aécio Neves tem vantagem entre os tucanos para ser o candidato em 2010, então resolveu fazer o seu próprio PSDB, que será tão de esquerda quanto o atual, e acabar com os obstáculos ao seu maior desejo, o de ser presidente.
O futuro partido, que se auto-rotula de "esquerda moderna", pretende ser desenvolvimentista, mas controlar a inflação e não gastar; ser nacionalista, mas "sem assustar o mercado financeiro".
Agora sem tucanar mais nada: Serra sabe que Aécio Neves tem vantagem entre os tucanos para ser o candidato em 2010, então resolveu fazer o seu próprio PSDB, que será tão de esquerda quanto o atual, e acabar com os obstáculos ao seu maior desejo, o de ser presidente.
Domingo, Novembro 05, 2006
Mais pré-histórico do que o Saddam, só condenar o Saddam à forca.
Quinta-feira, Novembro 02, 2006
Deus
"Se uma proclamação pública repentinamente anunciasse a anulação de todas as leis criminais, imagino que nenhum de nós teria coragem de ir para casa sob a proteção das causas religiosas.” Schopenhauer
“Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada.” Friedrich Nietzsche
“Não confio em gente que sabe exatamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam.” Susan Brownell Anthony
“Deus é um ser mágico que veio do nada, criou o universo e tortura eternamente aqueles que não acreditam nele, porque os ama.” Steve Knight
“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas.” Feuerbach
“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?” Epicuro
“O médico vê o homem em toda a sua fraqueza; o jurista o vê em toda a sua maldade; o teólogo, em toda a sua imbecilidade.” Schopenhauer
“A verdade nunca perde em ser confirmada.” Shakespeare
“Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.” Mário Quintana
“A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana.” Sigmund Freud
“O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.” Benjamin Franklin
“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.” Einstein
“Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas.” Napoleão Bonaparte
"Se uma proclamação pública repentinamente anunciasse a anulação de todas as leis criminais, imagino que nenhum de nós teria coragem de ir para casa sob a proteção das causas religiosas.” Schopenhauer
“Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada.” Friedrich Nietzsche
“Não confio em gente que sabe exatamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam.” Susan Brownell Anthony
“Deus é um ser mágico que veio do nada, criou o universo e tortura eternamente aqueles que não acreditam nele, porque os ama.” Steve Knight
“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas.” Feuerbach
“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?” Epicuro
“O médico vê o homem em toda a sua fraqueza; o jurista o vê em toda a sua maldade; o teólogo, em toda a sua imbecilidade.” Schopenhauer
“A verdade nunca perde em ser confirmada.” Shakespeare
“Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.” Mário Quintana
“A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana.” Sigmund Freud
“O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.” Benjamin Franklin
“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.” Einstein
“Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas.” Napoleão Bonaparte
Domingo, Outubro 29, 2006
Texto fantástico do Vladimir Safatle (meu futuro professor) sobre o que acontece com a política brasileira.
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
- Meu nick no msn: "Se Napoleão foi absolvido, por quê eu também não seria?"
- Uma menina que estava bloqueada em seu antigo msn pede autorização por um novo. Não lembrei porque a bloquiei, então autorizei.
"* Luiza * diz:
e como vc sabe se Napoleao foi absolvido?
.Nando. - Se Napoleão foi absolvido, por quê eu também não seria? diz:
foi, pela história.
.Nando. - Se Napoleão foi absolvido, por quê eu também não seria? diz:
e não fui eu quem disse, foi o Raskolnikov.
* Luiza * diz:
ele foi exilado, mas ele nao foi pro ceu nao, querido
ele ta queimando no inferno"
Então lembrei porque ela estava bloqueada.
- Uma menina que estava bloqueada em seu antigo msn pede autorização por um novo. Não lembrei porque a bloquiei, então autorizei.
"* Luiza * diz:
e como vc sabe se Napoleao foi absolvido?
.Nando. - Se Napoleão foi absolvido, por quê eu também não seria? diz:
foi, pela história.
.Nando. - Se Napoleão foi absolvido, por quê eu também não seria? diz:
e não fui eu quem disse, foi o Raskolnikov.
* Luiza * diz:
ele foi exilado, mas ele nao foi pro ceu nao, querido
ele ta queimando no inferno"
Então lembrei porque ela estava bloqueada.
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Terça-feira, Outubro 17, 2006
O jeito tucano de fazer política:
Santinhos trocam o número de Lula
Petistas são agredidos por tucanos no Rio
E o mais grave: Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno
Santinhos trocam o número de Lula
Petistas são agredidos por tucanos no Rio
E o mais grave: Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Governo inglês divulga plano para privatizar a Amazônia
Folha de SP
O governo inglês, por meio de David Miliband, secretário de Meio Ambiente britânico, divulgou na semana passada no México um plano para transformar a floresta amazônica em uma grande área privada. O anúncio foi feito em um encontro realizado na cidade de Monterrey, segundo informou o jornal "Daily Telegraph". O evento reuniu os governos dos 20 países mais poluidores do mundo.
A proposta inglesa, que conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair, visa a proteger a floresta, segundo Miliband. O próprio político admitiu que a idéia está em seu estágio inicial e que será preciso discutir as questões de soberania da região com o Brasil. O plano prevê que uma grande área da Amazônia passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta.
Parece que nem a floresta vai fugir da lógica da propriedade privada e, consequentemente, da lógica da valorização.
Folha de SP
O governo inglês, por meio de David Miliband, secretário de Meio Ambiente britânico, divulgou na semana passada no México um plano para transformar a floresta amazônica em uma grande área privada. O anúncio foi feito em um encontro realizado na cidade de Monterrey, segundo informou o jornal "Daily Telegraph". O evento reuniu os governos dos 20 países mais poluidores do mundo.
A proposta inglesa, que conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair, visa a proteger a floresta, segundo Miliband. O próprio político admitiu que a idéia está em seu estágio inicial e que será preciso discutir as questões de soberania da região com o Brasil. O plano prevê que uma grande área da Amazônia passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta.
Parece que nem a floresta vai fugir da lógica da propriedade privada e, consequentemente, da lógica da valorização.
Abaixo o orgasmo múltiplo!
Nelson Ascher
TAL QUAL meu vizinho de página Marcelo Coelho, eu tampouco resisti à publicidade onipresente, em especial o cartaz que se resume quase num logotipo, e acabei assistindo a "O Diabo Veste Prada". Ao contrário dele, porém, saí meio insatisfeito do cinema, porque, embora fosse uma história sobre o mundo da moda, uma produção que deveria, portanto, ostentar mulheres de sobra (sobras-primas), não só havia poucas na tela como, para piorar, estavam todas vestidas. O tempo todo. Quem, ao abordar tema semelhante, demonstrou compreender melhor as insondáveis profundezas da alma masculina foi Robert Altman, exibindo, lá pelo final de seu "Prêt-à-Porter" (1994), um desfile durante o qual as modelos passeiam pela passarela do modo como os homens preferem vê-las, isto é, nuas. (Aliás, o que quer mesmo dizer "Prada"?)
Pois, por mais que soe inusitado, um dos fatos da vida é que os brutos também amam e, independentemente de sua faixa etária, os meninos em geral, sejam eles poliglotas ou trogloditas, agüentarão qualquer filmezinho com algumas estrelas a menos dependendo do que as estrelas do elenco trajem a menos. E de quem sejam elas, naturalmente.
A grande surpresa do século 21 é que a nudez feminina (e o que esta envolve) ainda surpreenda. Caso não fosse assim, como se explicaria que, entra decênio, sai decênio, os outdoors ao longo das vias públicas seguem anunciando tanto faz o quê, mas sempre com moças peladas? A ausência ancestral de imaginação publicitária se combina aqui com uma fórmula que nunca se desgasta, não desbota nem perde o vinco.
Mais difícil de entender, no entanto, foi o recente escândalo desencadeado por uma compatriota nossa ao aparentemente dar vazão, em praias e águas territoriais ibéricas, a alguns instintos básicos da espécie.
Isso ainda escandaliza? Quatro décadas depois de Woodstock e do topless da finada Jacqueline Kennedy Onassis, quando "Último Tango em Paris" e "O Império dos Sentidos" já chegaram à sessão da tarde, o mundo inteiro passou a semana comentando uma filmagem amadora de esportes subaquáticos... Espantoso!
Talvez isto decorra do seguinte: não se trata tanto de que o sexo continue sendo um assunto ou o assunto principal, mas, sim, de que ele é hoje, à sua maneira, o único assunto que resta.
Milhões de coisas são, claro, conversadas, discutidas, debatidas diariamente. Nada, porém, é levado tão a sério quanto a atividade em questão. Deuses, prelados e pontífices? Muitos os respeitam, muitos os desacatam e quem sabe quantos lhes são indiferentes. Valores à moda antiga, como honestidade, generosidade, heroísmo, patriotismo, honra encontram defensores e detratores, às vezes na mesma sala. Riqueza e sabedoria, longevidade e talento, cada qual seduz aqui, é desdenhado ali.
O sexo (ou o prazer que se extrai dele) converteu-se, todavia, no supremo bem, na medida inalcançável de todas as virtudes, na única experiência puramente positiva, isenta de restrições (salvo as circunstanciais como a de não esquecer o preventivo ou evitar parentes próximos), imune à crítica e ao escárnio. Qualificar algo de "orgástico" equivale a elevá-lo a um paraíso cuja solitária contrapartida infernal consiste tão-somente na falta de acesso ao sexo (como se Sartre tivesse dito: "O inferno é sua própria mão").
Condizentemente, não há satisfação genital a dois, três ou mais à qual se possam aplicar juízos negativos de valor que não os meramente comparativos (como: "o de ontem foi melhor"). Tampouco existem orgasmos ridículos, idiotas, desnecessários, ultrapassados, nem se acham muitas canções, peças teatrais ou passeatas protestando contra eles. Um slogan que jamais deve ter sido formulado é "Abaixo o orgasmo múltiplo".
Agora, o prazer sexual pode ser o supra-sumo de quanto há de fantástico e não ter, sobretudo se emancipado da reprodução, contra-indicações, acenando, inclusive, com a redução do estresse ou das taxas de colesterol, mas ele também é, decerto, a mais primitiva das sensações, a mais completamente desvinculada de contexto histórico, civilizacional ou até individualizante.
Que, enquanto espécie, tenhamos caminhado sem cessar neste vale de lágrimas, inventando e desenvolvendo de tudo, criando culturas e erguendo civilizações, só para chegarmos a uma conclusão elementar assim, dá um pouco a impressão de cem mil anos de trabalho coletivo jogados fora.
Nelson Ascher
TAL QUAL meu vizinho de página Marcelo Coelho, eu tampouco resisti à publicidade onipresente, em especial o cartaz que se resume quase num logotipo, e acabei assistindo a "O Diabo Veste Prada". Ao contrário dele, porém, saí meio insatisfeito do cinema, porque, embora fosse uma história sobre o mundo da moda, uma produção que deveria, portanto, ostentar mulheres de sobra (sobras-primas), não só havia poucas na tela como, para piorar, estavam todas vestidas. O tempo todo. Quem, ao abordar tema semelhante, demonstrou compreender melhor as insondáveis profundezas da alma masculina foi Robert Altman, exibindo, lá pelo final de seu "Prêt-à-Porter" (1994), um desfile durante o qual as modelos passeiam pela passarela do modo como os homens preferem vê-las, isto é, nuas. (Aliás, o que quer mesmo dizer "Prada"?)
Pois, por mais que soe inusitado, um dos fatos da vida é que os brutos também amam e, independentemente de sua faixa etária, os meninos em geral, sejam eles poliglotas ou trogloditas, agüentarão qualquer filmezinho com algumas estrelas a menos dependendo do que as estrelas do elenco trajem a menos. E de quem sejam elas, naturalmente.
A grande surpresa do século 21 é que a nudez feminina (e o que esta envolve) ainda surpreenda. Caso não fosse assim, como se explicaria que, entra decênio, sai decênio, os outdoors ao longo das vias públicas seguem anunciando tanto faz o quê, mas sempre com moças peladas? A ausência ancestral de imaginação publicitária se combina aqui com uma fórmula que nunca se desgasta, não desbota nem perde o vinco.
Mais difícil de entender, no entanto, foi o recente escândalo desencadeado por uma compatriota nossa ao aparentemente dar vazão, em praias e águas territoriais ibéricas, a alguns instintos básicos da espécie.
Isso ainda escandaliza? Quatro décadas depois de Woodstock e do topless da finada Jacqueline Kennedy Onassis, quando "Último Tango em Paris" e "O Império dos Sentidos" já chegaram à sessão da tarde, o mundo inteiro passou a semana comentando uma filmagem amadora de esportes subaquáticos... Espantoso!
Talvez isto decorra do seguinte: não se trata tanto de que o sexo continue sendo um assunto ou o assunto principal, mas, sim, de que ele é hoje, à sua maneira, o único assunto que resta.
Milhões de coisas são, claro, conversadas, discutidas, debatidas diariamente. Nada, porém, é levado tão a sério quanto a atividade em questão. Deuses, prelados e pontífices? Muitos os respeitam, muitos os desacatam e quem sabe quantos lhes são indiferentes. Valores à moda antiga, como honestidade, generosidade, heroísmo, patriotismo, honra encontram defensores e detratores, às vezes na mesma sala. Riqueza e sabedoria, longevidade e talento, cada qual seduz aqui, é desdenhado ali.
O sexo (ou o prazer que se extrai dele) converteu-se, todavia, no supremo bem, na medida inalcançável de todas as virtudes, na única experiência puramente positiva, isenta de restrições (salvo as circunstanciais como a de não esquecer o preventivo ou evitar parentes próximos), imune à crítica e ao escárnio. Qualificar algo de "orgástico" equivale a elevá-lo a um paraíso cuja solitária contrapartida infernal consiste tão-somente na falta de acesso ao sexo (como se Sartre tivesse dito: "O inferno é sua própria mão").
Condizentemente, não há satisfação genital a dois, três ou mais à qual se possam aplicar juízos negativos de valor que não os meramente comparativos (como: "o de ontem foi melhor"). Tampouco existem orgasmos ridículos, idiotas, desnecessários, ultrapassados, nem se acham muitas canções, peças teatrais ou passeatas protestando contra eles. Um slogan que jamais deve ter sido formulado é "Abaixo o orgasmo múltiplo".
Agora, o prazer sexual pode ser o supra-sumo de quanto há de fantástico e não ter, sobretudo se emancipado da reprodução, contra-indicações, acenando, inclusive, com a redução do estresse ou das taxas de colesterol, mas ele também é, decerto, a mais primitiva das sensações, a mais completamente desvinculada de contexto histórico, civilizacional ou até individualizante.
Que, enquanto espécie, tenhamos caminhado sem cessar neste vale de lágrimas, inventando e desenvolvendo de tudo, criando culturas e erguendo civilizações, só para chegarmos a uma conclusão elementar assim, dá um pouco a impressão de cem mil anos de trabalho coletivo jogados fora.
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Eleição 2006:
O PT é tão amador que conseguiu levar o picolé de xuxu, o ser menos carismático deste país, pro segundo turno.
O PT é tão amador que conseguiu dar a vitória pro Serra, o segundo ser menos carismático deste país, no primeiro turno. E os paulistas me deram 4 anos de USP com 4 anos de Serra. E da-lhe veto, e da-lhe greve!
Alagoanos trocaram Heloísa Helena pelo Collor no Senado. Esquizofrenia política total. (Pior que os alagoanos, só a minha mãe, que vota no Alckmin e na Erundina).
Deputados federais mais votados em São Paulo: Maluf, Celso Russomano, Clodovil e Enéas. E quase elegemos o Afif senador.
Estado de bosta! País de bosta!
Será que meu francês vai servir para mais coisa além de leitura??
O PT é tão amador que conseguiu levar o picolé de xuxu, o ser menos carismático deste país, pro segundo turno.
O PT é tão amador que conseguiu dar a vitória pro Serra, o segundo ser menos carismático deste país, no primeiro turno. E os paulistas me deram 4 anos de USP com 4 anos de Serra. E da-lhe veto, e da-lhe greve!
Alagoanos trocaram Heloísa Helena pelo Collor no Senado. Esquizofrenia política total. (Pior que os alagoanos, só a minha mãe, que vota no Alckmin e na Erundina).
Deputados federais mais votados em São Paulo: Maluf, Celso Russomano, Clodovil e Enéas. E quase elegemos o Afif senador.
Estado de bosta! País de bosta!
Será que meu francês vai servir para mais coisa além de leitura??
Segunda-feira, Setembro 25, 2006
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Tentei assistir ao show do Teatro Mágico no Centro Cultural da Vergueiro. Mas pelo jeito os caras fazem mais sucesso do que a organização esperava, e tinha muito mais gente do que lugar. Teve até segunda sessão, mas eu tinha ensaio e não daria tempo.
Então fomos (eu, minha namo, uma amiga dela e seu "amigo") pro Prainha beber alguma coisa e dar boas risadas...
Então fomos (eu, minha namo, uma amiga dela e seu "amigo") pro Prainha beber alguma coisa e dar boas risadas...
Sábado, Setembro 23, 2006
Cangaço com cafuné
Reportagem da Carta Capital de 2 semanas atrás.
"É possível que, lendo estas mal traçadas linhas, algum leitor ainda se lembre que anda por ai, na condição de aguerrida candidata à presidência, a senhora Heloísa Helena.
Sabe, a HH, da blusinha branca, do blue jeans e do vernáculo em chamas? Passado, porém, o fogo de palha, as pesquisas parecem estar relegando-a ao papel secundário destinado a uma esperneamente Rosa Luxemburgo que os moralistas de direita, esses sim, adoram.
Com seu figurino propositalmente casto, a Che Guevara de calças - tão aggiornata quanto, digamos, George Bush e o papa Ratzinger quando se trata de questões como o direito da mulher a decidir sobre sua gravidez e a pesquisa com células-tronco - não faz propriamente uma campanha; promove uma passeata. A sua revolução pelo afeto é um arrastão pelo fato de ela própria não visitar habitualmente o terreno da razão.
Intrigada com as oscilações políticas de quem é ora Madre Tereza, ora Condoleeza Rice, esta coluna ouviu a cientista política Maria Victória Benevides, que conhece como ninguém alguns fantasmas velhíssimos que andam assombrando esta eleição.
Carta Capital: Tem muita gente se candidanto a ser o Carlos Lacerda dessa eleição. A HH tem futuro nisso?
Benevides: É muita areia pro caminhãozinho dela. Mas acho que ela gostaria de ser - e talvez se ache - uma tombeuse de président. O Lacerda foi chamado assim pela imprensa francesa: o derrubador de presidentes. E ele muito se orgulhava.
CC: Mas e o moralismo?
Benevides: HH parece uma mistura de udenista ressentida, tipo Sandra Cavalcanti, outra beata, com o histrionismo e o personalismo do Jânio Quadros, e mais ainda, a tradição cangaceira de partir pra surra, se preciso.
CC: O Jânio, é?
Benevides: De Jânio, além de copiar o uniforme - do pijânio ao jeans/camiseta -, não me admiraria se a HH adotasse um símbolo como a vassoura, ou uma lata de lixo... Já a camiseta sempre branca, de comungante, remete ao famoso lenço branco da fundação da UDN."
Reportagem da Carta Capital de 2 semanas atrás.
"É possível que, lendo estas mal traçadas linhas, algum leitor ainda se lembre que anda por ai, na condição de aguerrida candidata à presidência, a senhora Heloísa Helena.
Sabe, a HH, da blusinha branca, do blue jeans e do vernáculo em chamas? Passado, porém, o fogo de palha, as pesquisas parecem estar relegando-a ao papel secundário destinado a uma esperneamente Rosa Luxemburgo que os moralistas de direita, esses sim, adoram.
Com seu figurino propositalmente casto, a Che Guevara de calças - tão aggiornata quanto, digamos, George Bush e o papa Ratzinger quando se trata de questões como o direito da mulher a decidir sobre sua gravidez e a pesquisa com células-tronco - não faz propriamente uma campanha; promove uma passeata. A sua revolução pelo afeto é um arrastão pelo fato de ela própria não visitar habitualmente o terreno da razão.
Intrigada com as oscilações políticas de quem é ora Madre Tereza, ora Condoleeza Rice, esta coluna ouviu a cientista política Maria Victória Benevides, que conhece como ninguém alguns fantasmas velhíssimos que andam assombrando esta eleição.
Carta Capital: Tem muita gente se candidanto a ser o Carlos Lacerda dessa eleição. A HH tem futuro nisso?
Benevides: É muita areia pro caminhãozinho dela. Mas acho que ela gostaria de ser - e talvez se ache - uma tombeuse de président. O Lacerda foi chamado assim pela imprensa francesa: o derrubador de presidentes. E ele muito se orgulhava.
CC: Mas e o moralismo?
Benevides: HH parece uma mistura de udenista ressentida, tipo Sandra Cavalcanti, outra beata, com o histrionismo e o personalismo do Jânio Quadros, e mais ainda, a tradição cangaceira de partir pra surra, se preciso.
CC: O Jânio, é?
Benevides: De Jânio, além de copiar o uniforme - do pijânio ao jeans/camiseta -, não me admiraria se a HH adotasse um símbolo como a vassoura, ou uma lata de lixo... Já a camiseta sempre branca, de comungante, remete ao famoso lenço branco da fundação da UDN."
Vendo o jogo de basquete feminino onde o Brasil perdeu a semifinal por pura falta de concentração e despreparo psicológico, lembrei do time masculine de basquete, do Guga, do futebol em 98 e 06.
Será que isso é muito diferente do que acontece com nossa política? Será que não nos falta uma certa frieza racional?
Sociologicamente falando, estaria Sérgio Buarque de Holanda correto?
Será que isso é muito diferente do que acontece com nossa política? Será que não nos falta uma certa frieza racional?
Sociologicamente falando, estaria Sérgio Buarque de Holanda correto?
Wise Up
Aimee Mann
It's not.. what you thought...
When you first... began it.
You got... what you want...
Now you can hardly stand it, though,
By now you know, it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
You're sure... there's a cure...
And you have finally found it.
You think... one drink...
Will shrink you to... your underground
And living down, but it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
Prepare a list for what you need,
Before you sign away the deed,
'Cause it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
So just give up.
Aimee Mann
It's not.. what you thought...
When you first... began it.
You got... what you want...
Now you can hardly stand it, though,
By now you know, it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
You're sure... there's a cure...
And you have finally found it.
You think... one drink...
Will shrink you to... your underground
And living down, but it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
Prepare a list for what you need,
Before you sign away the deed,
'Cause it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
So just give up.
Assisti ao fantástico Mandelay, continuação de Dogville (esse genial, e não apenas fantástico).
Se em Dogville, Grace tenta a servidão e acaba escrava, em Manderlay ela banca a libertária e acaba dominadora.
O filme mostra muito bem os dois lados da escravidão: a escravidão objetiva, imposta e autoritária, e a subjetiva, que se acostuma com a objetiva e tem medo da liberdade.
Se Dogville era genial por expor um problema global, Manderlay é apenas fantástico por expor o racismo norte-americano (além de não contar com Nicole Kidman, apesar da boa atuação de Bryce Dallas Howard).
Se em Dogville, Grace tenta a servidão e acaba escrava, em Manderlay ela banca a libertária e acaba dominadora.
O filme mostra muito bem os dois lados da escravidão: a escravidão objetiva, imposta e autoritária, e a subjetiva, que se acostuma com a objetiva e tem medo da liberdade.
Se Dogville era genial por expor um problema global, Manderlay é apenas fantástico por expor o racismo norte-americano (além de não contar com Nicole Kidman, apesar da boa atuação de Bryce Dallas Howard).
Terça-feira, Setembro 19, 2006
Tão bom acordar com um caminho de som gritando: "Meu nome é Havanir, 4550! Serei a representante do povo no Congresso!"
Já acordo puto por ser acordado e puto com a política...
(E depois, ainda descobri que a dita cuja estava aqui na minha rua!!! Ainda bem que não precisei sair de manhã...)
Já acordo puto por ser acordado e puto com a política...
(E depois, ainda descobri que a dita cuja estava aqui na minha rua!!! Ainda bem que não precisei sair de manhã...)
Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Todos os políticos falam que vão melhorar a saúde, construir hospitais, contratar médicos, etc. Mas ninguém fala em limpar o ar.
A foto mostra o céu de São Paulo hoje de tarde, com mais de 30 °C e sujo desse jeito. Imagino quem tem doença respiratória nessas horas...
Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Antes e depois da Paulo Bonfá Ringling Brothers Capilar Consultant.
Achado na fantástica Desciclopedia.
Terça-feira, Setembro 12, 2006
É tão engraçado ouvir político prometendo que vai baixar a taxa de juros para criar empregos em plena economia de monopólio...
Bonjour! Je m'appelle Fernandô.
Porque comecei o francês e porque gente colonizada de terceiro mundo tem que falar o nome com sotaque.
Porque comecei o francês e porque gente colonizada de terceiro mundo tem que falar o nome com sotaque.
Segunda-feira, Setembro 11, 2006
Depois de mais um ótimo feriado prolongado em Santos com minha futura noiva, a vida volta ao normal. Agora sem cursinho e com aulas de francês.
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Sábado, Agosto 26, 2006
Faça um comentário sobre o seguinte trecho de Blaise Pascal:
"A ciência das coisas exteriores não me consolará da ignorância da moral, em tempo de aflição; mas a ciência dos costumes me consolará da ignorância das ciências exteriores."
Acho que me virei...
"A ciência das coisas exteriores não me consolará da ignorância da moral, em tempo de aflição; mas a ciência dos costumes me consolará da ignorância das ciências exteriores."
Acho que me virei...
Quarta-feira, Agosto 23, 2006
E-mail:
"... você está apto a realizar a prova para a transferência interna no curso de Filosofia" (que, aliás, é sexta de manhã)
Orkut:
"Sorte de hoje:
Seus planos atuais serão bem-sucedidos"
"... você está apto a realizar a prova para a transferência interna no curso de Filosofia" (que, aliás, é sexta de manhã)
Orkut:
"Sorte de hoje:
Seus planos atuais serão bem-sucedidos"
Segunda-feira, Agosto 14, 2006
"Nos traçados dos dias
O mundo
Se consome.
Nas trompas do tempo
Perdemos
Nossos gestos.
Em leitos apressados
Abandonamos
O amor: mito incongruente,
A fome das máquinas
Retalha
Nossas unhas.
Tábuas milenárias
Nos proíbem
A languidez das praias.
Gotejamos a vida
'burguesmente'
pelas fissuras
da Morte"
Roberto Piva
O mundo
Se consome.
Nas trompas do tempo
Perdemos
Nossos gestos.
Em leitos apressados
Abandonamos
O amor: mito incongruente,
A fome das máquinas
Retalha
Nossas unhas.
Tábuas milenárias
Nos proíbem
A languidez das praias.
Gotejamos a vida
'burguesmente'
pelas fissuras
da Morte"
Roberto Piva
Ando com insônia... tá foda pra dormir em horários civilizados ultimamente. Meus macaquinhos no sótão estão inquietos.
(Alguém lembra de Menino Maluquinho?)
O pior é que nem ler eu estou conseguindo/querendo. Quando não é dor de cabeça, é a falta de vontade. Não sei porque, mas estou num período nada produtivo.
(Alguém lembra de Menino Maluquinho?)
O pior é que nem ler eu estou conseguindo/querendo. Quando não é dor de cabeça, é a falta de vontade. Não sei porque, mas estou num período nada produtivo.
